Isabel Pires
Como prestes a matar alguém
ele vinha, empunhando
uma braçada de flores.
Foi rápido.
O ruído seco, o baque.
As flores – rosas vermelhas –
jaziam ensanguentadas
sobre o asfalto.
Isabel Pires
Como prestes a matar alguém
ele vinha, empunhando
uma braçada de flores.
Foi rápido.
O ruído seco, o baque.
As flores – rosas vermelhas –
jaziam ensanguentadas
sobre o asfalto.
Isabel Pires
Escrever é moroso
e doentio.
A intimidade com as palavras
pressupõe
pontos, vírgulas e travessões.
Saber ler o silêncio
diz tudo.
Isabel Pires Agora mesmo vi um pedaço da capa, balançando perto da janela. Disseram que não, que tinha sido mera impressão, e que era apen...