Isabel Pires
Um jornal é um pedaço de mundo, nas sinaleiras vermelhas. Talvez
um pedaço de tudo. Um pedaço da nem isso. Não
é do cronista nem
vida lá fora, da vida cá dentro. Um do suicida
da
manchete da capa
pedaço de universo em estrutura sensacionalista na sua última
pose
de verso. (Reparastes?)
Meu bem, pulando da vida. Fatal.
Entediado,
o jornal não é meu, nem seu. Nem pulou do alto do mais alto edifício
mesmo nosso. Não é do jornaleiro ao som de uma multidão impaciente
nem do jornalista. Não é mais das que gritava “Pula! pula! Queremos
bancas de revista. Talvez tenha sido ver sangue fresco vermelho quente”.
um dia dos pequenos
jornaleiros Pulou, o tal. Depois,
saiu no jornal.
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