Isabel
Pires
Um momento manso
minuto último
de um mundo em paz.
Depois, passa a paz,
os instantes de antes
não existem mais.
Homens de braços dados
abraços errados
não para amar.
Unidos, munidos de ódio,
se fazem fortes
para pisar em flores.
Um segundo, porém,
e a noite vem
desfazendo o abraço dos homens-soldados
que travam então outra luta
agora consigo mesmos.
A sós, no campo de batalha,
enfrentando fantasmas,
tentando destruir demônios
que moram no fundo do seu eu.
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