Isabel Pires
Incisivo, o
dente começou a cutucar-lhe a mente sobre o que faria com aquela parede. Quem
sabe, usando o talher pudesse, na parede, abrir janelas. Ou nela pendurar
quadros – o que era quase o mesmo. Talvez, abrir uma porta, ainda que essa
porta desse para o vazio. Surda como uma bolha não sabe ser, espelho opaco,
porém, a parede continuava lá, como um arrepio, a encurtar-lhe o caminhO
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